Final Fantasy VII. Para muitos o melhor jogo alguma
vez criado, não pela sua beleza gráfica mas sim pela
mudança que causou no mundo dos videojogos. através
da introdução de FMV (Full Motion Videos), com uma
história digna de Holliwood e que até oferece
diferentes finais. Este jogo tem sido o ponto de
partida para muitos produtos explorados pela editora
SquareEnix e Crisis Core: Final Fantasy VII é apenas
mais um. Ou pelo menos assim parece. De facto muitos
dos produtos deste franchising deixam muito a
desejar (veja-se Final Fantasy VII: Dirge of
Cerberus um verdadeiro desgosto para os jogadores de
PS2) mas FFCC veio salvar os ávidos fãs de FFVII e
de certo modo dar nova vida à consola portátil da
Sony (juntamento com God of War) que parecia estar a
entrar numa fase em que as editoras se tinham
esquecido desta pequena maravilha da ciência.
Assim FFCC traz-nos de volta Zack Fair, desta vez no
papel principal (ele que só tinha sido visto no
original num flashback de Cloud), e leva-nos ao
tempo antes dos acontecimentos de FFVII acontecerem.
Assim vamos reencontrar outros personagens tais como
Sephirot, Yuffie, Cloud, Prof. Hojo entre outros.
Vamos então acompanhar Zack na sua viagem através do
Mundo de FFVII para concretizar o seu sonho de ser
reconhecido como herói. Para isto temos de tentar
descobrir o porquê da
deserção do seu mentor Angeal e do seu melhor amigo
Genesis (ambos amigos de Sephirot) enquanto
realizados side-missions que nos permitem adquirir
nova Materia, novos personagens para o DMV que nos
permitem novas habilidades em batalha.

Apesar da qualidade de FFCC, este perde um pouco da
sua glória devido ao demasiado fácil modo de batalha
(talvez devido ao facto de o target deste jogo ser
uma população mais nova (tornando o jogo quase que
como um passeio pelo parque), porém se tentarmos o
modo hard este torna-se uma verdadeira aventura pois
é extremamente dificil. Ao contrário
de jogos anteriores da saga Final Fantasy as
batalhas em FFCC já não têm as caracteristicas
anteriores pois agora podemos "escolher" quando
combater. Durante os combates somos por vezes
presenteados com um engenho tipo slot machine que
basicamente é o modo de evolução do personagem e que
(tal como os Limit Break do original) nos permitem
às vezes causar dano massivo nos nossos inimigos. Já
não estamos também na presença de combate por turnos
mas sim de um combate muito mais devertido e
desafiante em que temos de conjugar o uso das várias
teclas para conseguir sobreviver às batalhas. Alguns
poderiam pensar que este nova maneira de combater
poderia tirar beleza gráfica e fluidez ao
jogo mas enganem-se!

Final Fantasy Crisis Core é uma maravilha para os
olhos, exprimindo o porquê de a PSP ser considerada
a melhor consola portátil em termos gráficos, tanto
no modo in-game como nos FMVs que nos presenteiam
(maravilhem-se com o embate entre três amigos que
treinam no
mundo virtual). A acompanhar esta delicia visual vem
também um presente para os ouvidos. A banda sonora é
maravilhosa dando um toque de inovação ao jogo
através de reediçoes de musicas do jogo original.
Assim pode-se ouvir Aerith's Theme, One-Winged
Angel e Fighting
não em MIDI como sempre se tinha ouvido mas numa
maravilhosa qualidade que quase nos parece ser uma
musica inteiramente nova.

Assim, Crisis Core: Final Fantasy VII é uma
maravilha visual, auditiva e do entretenimento do
mundo dos videojogos. Não é só mais um jogo do
franchising Final Fantasy VII mas sim, em conjunto
com o original, a cara daquele que é Santo Graal dos
adoradores de RPG e que introduz uma nova era na
“menina” da Sony com o uso total das suas
potencialidades.
Prós
Excelentes gráficos e banda sonora;
Modo de batalha envolvente;
Enorme quantidade de Side-Quests que permitem
horas de diversão.
Contras
Demasiado fácil no Modo Easy e demasiado dificil
no Modo Hard;
Curto se nos mantivermos na missão principal;
Não temos controlo sobre os Limit Breaks.
©GaaraItsuke
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